segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Entrando numa Friaça.


Cinquenta (assim mesmo, sem trema, graças à reforma ortográfica) e nove anos após a clássica e inesquecível tragédia da final da Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã, quando o Brasil foi batido pela seleção uruguaia, morre Friaça. Para quem não sabe, foi ele o autor do gol de honra brasileiro naquela fatídica partida, vista por uma plateia (assim mesmo, sem acento) de 173.850 pessoas. Naquele dia, as fábricas de lenço devem ter faturado horrores, uma vez que rios de lágrimas escorreram pelas arquibancadas do maior do mundo para regar o vexame que o escrete canarinho plantava no gramado. Uns dirão que foi falta de sorte, outros que faltou combatividade à equipe verde-amarela, outros ainda afirmarão que o que atrapalhou foi a falta de comando aos nossos jogadores. Eu tenho a minha teoria. Foi pé-frio. Frio não. Friaça.

Manchetes ardidas...


Essa foi publicada na página do UOL, na data de hoje. Atenção: "Trabuco substitui Cypriano no Bradesco". Os desavisados pensarão que alguém instalou artilharia pesada no ex-maior banco privado do País para rebater o ataque, quem sabe, do Itaú-Unibanco. Por uma mera infelicidade no momento do batismo, imagino que o Sr Luiz Carlos Trabuco Cappi deve estar sendo alvo de gozações de todo tipo por causa da notícia. Nada de planos mirabolantes de tráfico internacional de armas sendo urdidos dentro do banco, ou então uma nova facção criminosa no comando do Bradesco. O Sr Cappi (como eu penso que deveriam tê-lo chamado) substituiu o Sr Márcio Artur Laurelli Cypriano no Conselho de Administração da instituição financeira. Maldade dos editores. Mas também, quem mandou ter um sobrenome desses?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eu vou de Kombi.

Enquanto os aficcionados por automóveis sonham com seus Porsches, Audis, BMWs, Mercedez e Land Rovers, eu me contento com uma Kombi. Isso mesmo. Um dia ainda terei a minha, adaptada para longas viagens, com frigobar, DVD, estúdio portátil de fotografia e outros bichos. A cor pode ser a mesma da que aparece na foto acima, por motivos óbvios. Essa eu comprei nas Lojas Americanas (a foto eu mesmo fiz). Pena que é uma miniatura.

OK... um longo tempo sem postagens, mas por motivos justos. O primeiro deles é o trabalho, claro. O segundo é a preparação para um concurso público que vem por aí. Logo, logo a cabeça estabiliza novamente e reinicio as postagens. Para não fica devendo muita coisa, uma sugestão de DVD: um show do BLUE MAN GROUP, chamado THE COMPLEX ROCK TOUR. Pare de assistir a filmes de quinta categoria, Gugu, A Favorita e outras tragédias do gênero e prepare-se para ver coisa que preste. Vale cada centavo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Nunca é tarde.


Do alto dos meus 44 anos, mais ou menos a meio caminho entre o nascimento e a morte, é bacana ter contato com mensagens de incentivo, carregadas de positivismo. Essa imagem recebi de um amigo, grande companheiro dos cafés de Sábado (agora não tão frequentes assim). Deixa a ideia de que não importa em que fase da vida estejamos, há sempre tempo para curtirmos todos os momentos ao máximo. Será que fui chamado de velho por tabela? Claro que não, Marcelo. Sei que você não faria uma coisa dessas comigo. Brincadeiras à parte, espero que os leitores gostem. E que consigam fazer de suas vidas um eterno divertimento.

domingo, 3 de agosto de 2008

A maior de todas as forças.


“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

Gandhi

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Os 4 Sentidos.


Esses dias, revirando as prateleiras, encontrei uma velha agenda de 1993. Isso mesmo, caros leitores, um achado histórico, emblemático da minha juventude adulta (eu tinha tenros 29 anos naquela época), eu diria que quase um produto similar aos descobertos somente depois de anos de escavações arqueológicas. Pois bem, dentre tantos rabiscos, registros e anotações deparei-me com uma frase do padre Antônio Vieira (1608-1697), religioso, escritor e orador português integrante da Companhia de Jesus, cujos membros são conhecidos como jesuítas. Depois da breve apresentação, aí vai a frase: "Deus deu aos olhos duas funções. A da visão e a do choro. A do choro mais do que a da visão, pois até mesmo um cego é capaz de chorar". Digo tudo isso porque essa citação me fez lembrar um trabalho fotográfico que realizei no IPC - Instituto Paranaense de Cegos, e que me sensibilizou bastante. É paradoxal pensar na bela harmonia existente entre a fotografia, completa dependente da luz para funcionar, e a cegueira, da qual a escuridão é uma eterna companheira. Um dia pretendo transformar em exposição essa série. Enquanto isso não acontece, deixo uma pequena amostra do que vi e registrei naquela ocasião. Nessa imagem, um dos residentes do IPC consulta as horas, em um relógio adaptado para quem "vê" o tempo passar usando apenas quatro sentidos.