sábado, 28 de junho de 2008

Casamento: to get or not to get?

Sou partidário do que dizia um amigo meu: não sou contra nem a favor do casamento, muito pelo contrário. Incorreções semânticas e brincadeiras à parte, devo dizer que casamento é um estado de espírito. Pelo menos é o que eu suponho. O cerimonial ajuda a deixá-lo aceso na mente das pessoas, mas nada garante quanto à sua longevidade. O amor, sim, esse é o principal rito pelo qual o relacionamento entre duas pessoas deve sempre passar. E o amor independe de papéis assinados ou catedrais decoradas. Bem, mas não foi por isso que eu comecei esse texto. Deixo as discussões sobre o matrimônio para quem entende mais do assunto, quem sabe o casal britânico Frank e Anita Milford, que comemoram esta semana seu 78º aniversário de casamento, tornando-se o casal vivo do Reino Unido com mais tempo de união. Vamos ao que interessa. Se o casamento é bom ou não, isso não importa nesse momento. Mas um bom registro fotográfico do evento - para aqueles que ainda consideram-no essencial - ninguém há de negar que merece ser visto e revisto. Conhecem um tal de Yervant? Pois deveriam, ao menos os que pretendem se casar em breve ou em algum momento do futuro. Esse fotógrafo de olhar magnífico é referência para qualquer proprietário de uma máquina Xereta ou Love (aquelas que vinham de brinde quando comprávamos chicletes na esquina). Vale a pena dar uma olhada (http://www.yervantphotography.com/). Se você vai casar, é um colírio para os olhos. Se esse não é exatamente o seu caso, quem sabe agora não comece a sentir aquela coceirinha. Só não diga depois que eu fui o culpado pela decisão.

Um passeio pela Ilha das Flores

Essa é para quem gosta de cinema e vídeo. Um curta-metragem que mistura criatividade e crítica social das melhores. O nome? Ilha das Flores. Onde ver? www.portacurtas.com.br. É só procurar na coluna da esquerda da sua telinha, na seção "Os mais vistos". Não é à toa que é um dos que mais recebem cliques dos internautas. Se não viu, veja. Se já viu, veja novamente. Uma boa forma de perceber que existe vida inteligente por detrás das câmeras. Aproveite para navegar no site. Muita coisa boa na área. O Porta Curtas é um projeto da Petrobras, que ainda vai nos tornar um país auto-suficiente naquele líquido gosmento e preto cujo preço não pára de subir.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Reveillon em Salvador

Pensando bem, achei melhor publicar esse desvario da minha mente a mantê-lo engavetado, servindo de alimento às traças.

Reveillon em Salvador. Ivete Sangalo, a anfitriã, acerta os últimos detalhes da festa. Enquanto Johnny Bravo tenta conquistar Carla Perez na beira da piscina, Tom Cruise aproveita os ensinamentos aprendidos durante as filmagens de Cocktail e prepara alguns drinques para os convidados. Na fila do banheiro, Marília Gabriela entrevista Bozo para o seu novo programa sobre a estética governamental no Brasil. Lá dentro, Sandy ataca Nelson Ned que, acuado, se esconde embaixo da pia. Sherlock Holmes chega com um mandado judicial para a prisão dos Irmãos Metralha, pegos com as mãos na massa, na cozinha, roubando canapés. Gritando freneticamente no celular, perto do chafariz instalado no jardim, Luciano Pavarotti reclama com o atendente da farmácia da esquina que a sua encomenda de pastilhas Valda ainda não chegou. Discretamente, uma outra turma de irmãos, os Karamazov, procura pelo seu criador para exigir um percentual sobre a venda do livro baseado em suas vidas. Dostoiévski, nesse exato momento, se vira no caixão, em algum lugar da antiga União Soviética. No palco, montado para animar o evento, Beto Carrero mostra ao público presente um show com duas libélulas amestradas. No meio da madrugada, a boneca Barbie é acusada de plágio por Susie e as duas se estapeiam até a morte no closet. Caetano Veloso fica encarregado de chamar a polícia para investigar o caso. Space Ghost trata de acionar o seu botão de invisibilidade, e Demi Moore interrompe o strip-tease que estava fazendo para executivos da Disney, interessados em contratá-la para uma nova produção infantil. Alguns segundos depois, o Batmóvel irrompe pelo jardim, não sem antes destruir o muro. Todos se olham. Dois mascarados com roupa colante e capa desembarcam do automóvel. Caetano Veloso consulta seu celular e percebe que ligou para o número errado. Paciência. Um grande tumulto se estabelece. Batman e Robin começam a distribuir autógrafos.

No início, é o verbo!

Antes de qualquer coisa, devo um agradecimento especial ao amigo Mancuzo (http://www.ifronteira.com/blog-blogdomancuzo) que, mesmo sem saber, me incentivou a criar esse blog. Fui, vi e estou aqui, criando o meu próprio espaço, para sacramentar algumas linhas diárias. A verdade é que não sei se terei tempo para atualizações tão freqüentes, mas prefiro pensar numa célebre frase do francês Jean Cocteau, diretor de cinema, poeta, escritor, pintor, dramaturgo, cenógrafo, escultor e ator, que dizia: "sem saber que era impossível, foi lá e fez". É o que vou tentar. Fazer o possível e o impossível para me manter assíduo. Espero que aproveitem!